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Árvores de fruto: Romã

Árvores de fruto: Romã

Generalidade

A romã (Punica granatum L.) pertence à família Punicaceae, gênero Punica, espécies de P. granatum (para produção de frutos).
É uma espécie nativa da Ásia Ocidental.
A fruta é uma baga carnuda, chamada balaustrada, com uma pele espessa e complexa, incluída no tálus, com várias cavidades polispermais separadas por membranas. O interior contém muitas sementes carnudas, de forma prismática, com cabeça de polpa e tegumento amadeirado, muito suculento.
A fruta madura é verde-amarela, com áreas avermelhadas que ocasionalmente ocupam toda a superfície da fruta.

Romã (foto do site)

Variedades e porta-enxertos

A variabilidade genética é alta para a maioria das características, embora as diferenças entre determinadas cultivares possam ser pequenas. A romã pode ser classificada com base na acidez de seus frutos: ácido, agridoce ou doce. Algumas cultivares produzem sementes duras, de modo a tornar os frutos não comestíveis e apenas algumas variedades são classificadas como sementes macias e, portanto, são de interesse comercial.
Na Itália, as cultivares são conhecidas: Dente di Cavallo, Neirana, Profeta Partanna, Selinunte, Ragana e Racalmuto, todos agridoces ou doces, adequados para consumo fresco.
Hoje a variedade mais conhecida é Maravilhosa, com excelentes características organolépticas. O período de maturação é outubro, na primeira década. De origem americana, ela foi selecionada em Israel. Há alguns anos que também se espalha na Sicília, em particular na área de Marsala e Mazara del Vallo (TP).

Romãs (foto do site)

Flor de romã (foto do site)

Técnica de cultivo

É adequado para todos os sistemas de multiplicação, porém o mais fácil é o corte. Não teme o excesso de umidade, mas também cresce em solos muito secos.

Produções

Frutos de romã têm propriedades adstringentes e diuréticas; geralmente são consumidos frescos e costumam ser usados ​​para preparar bebidas congeladas ("sorvete", "sorvete", "granadina"); em alguns países, as frutas são usadas na decoração de saladas de frutas servidas em tigelas especiais. As frutas também podem ser usadas na indústria de conservas para a produção de sucos, compotas, xaropes e xaropes.
Mais de 30% da epiderme da fruta é composta de taninos a partir dos quais é possível obter um corante amarelo usado no artesanato de tapeçarias nos países árabes. A partir das raízes é possível obter corantes utilizados em cosméticos. O uso da romã como planta medicinal também é interessante; a casca contém alcalóides, flores e taninos de frutas e mucilagem. A casca é um poderoso tenifugo, é venenosa e deve ser usada com cautela; as flores são usadas em infusão contra disenteria. O tegumento da semente é adstringente e diurético.
A planta é de grande efeito ornamental, especialmente as amostras com galhos e troncos torcidos. Tanto o P. granatum, com frutos comestíveis quanto o P. nana, em tamanho reduzido e com frutos não comestíveis, são utilizados em parques e jardins como plantas únicas ou em grupos e, sobretudo, para criar sebes e bordas.


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