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Entomologia agrícola: Gemmaiola de álamo

Entomologia agrícola: Gemmaiola de álamo

Classificação e plantas hospedeiras

Classe: Insetos
Ordem: Lepidoptera
Subordem: hetoneuri
Família: Tortricidas
Gênero: Gypsonoma
Espécie: G. aceriana (Dup.)

Referência bibliográfica:
Fitopatologia, entomologia agrícola e biologia aplicada” – M.Ferrari, E.Marcon, A.Menta; Edagricole escolar - RCS Libri spa

Plantas hospedeiras: Álamo.

Identificação e danos

O Gypsonoma aceriana é uma borboleta média-pequena (envergadura de 10 a 12 mm), com asas dianteiras esbranquiçadas; a pintura é completada com uma faixa acastanhada, em correspondência com a fixação ao tórax, enquanto a parte distal da asa é marmorizada. As larvas (cerca de 10 mm de comprimento) são cor de avelã. O dano ocorre nos brotos e é determinado pela ação trófica das larvas. Estes atacam primeiro as folhas, com a erosão da página foliar, e depois cavam túneis na parte central dos brotos jovens, fazendo-os secar; além disso, para o re-crescimento precoce dos gomos laterais, o cimal assume uma forma agrupada.

Ciclo biológico

O Gypsonoma aceriana vence no estágio larval, dentro dos brotos apicais que danifica causando sua cegueira, ou em um nicho cavado sob o ponto de inserção das folhas. Essas larvas que retomam a atividade na primavera seguinte atingem a maturidade no final da mesma. Os adultos (1º vôo) piscam no final de maio a junho, originando a primeira geração larval do ano, ativa no verão. No final de julho, os adultos do segundo vôo tremeluzem, originando as larvas do inverno. Gemmaiola, portanto, completa duas gerações por ano.

Choupo Gemmaiola adulto - Gypsonoma aceriana (Dup.) (Foto em www.gardensafari.net)

Raminho de álamo atacado por Gemmaiola (foto www.pflanzengallen.de)

Luta

A luta contra Gypsonoma aceriana é química e segue os critérios de luta guiada e integrada. O maior dano ocorre em plantas de viveiro (viveiros), nas quais são planejados tratamentos preventivos no auge do verão, na presença de larvas de 1ª geração. A técnica envolve o uso de armadilhas sexuais para monitorar a população; são identificados os momentos de vôo máximo, a fim de realizar os tratamentos no momento adequado, correta e racionalmente. Armadilhas sexuais são colocadas no berçário em meados de maio. Os tratamentos são repetidos a cada 10-15 dias.
Os produtos a serem utilizados nos tratamentos de verão são os larvicidas endoterapêuticos.


Vídeo: Entomologia Agrícola: nomenclatura e ordens de insetos. (Dezembro 2021).